domingo, 18 de setembro de 2011
Inhotim
Swoon,
Janine Astoni
Desde o fim da década de 1960, Cildo Meireles tem se afirmado como voz única na arte contemporânea, construindo uma obra impregnada pela linguagem internacional da arte conceitual, mas que dialoga de maneira pessoal com o legado poético do neconcretismo brasileiro de Lygia Clark e Hélio Oiticica.
Seu trabalho pioneiro no campo da arte da instalação prima pela diversidade de suportes, técnicas e materiais, apontando quase sempre para questões mais amplas, de natureza política e social. Neste sentido, Desvio para o Vermelho é um de seus trabalhos mais complexos e ambiciosos – concebido em 1967, montado em diferentes versões desde 1984 e exibido em Inhotim em caráter permanente desde 2006. Formado por três ambientes articulados entre si, no primeiro deles (Impregnação) nos deparamos com uma exaustiva coleção monocromática de móveis, objetos e obras de arte em diferentes tons, reunidos “de maneira plausível mas improvável” por alguma idiossincrasia doméstica. Nos ambientes seguintes, Entorno e Desvio, têm lugar o que o artista chama de explicações anedóticas para o mesmo fenômeno da primeira sala, em que a cor satura a matéria, se transformando em matéria. Aberta a uma série de simbolismos e metáforas, desde a violência do sangue até conotações ideológicas, o que interessa ao artista nesta obra é oferecer uma seqüência de impactos sensoriais e psicológicos ao espectador: uma série de falsas lógicas que nos devolvem sempre a um mesmo ponto de partida.
Penetrável Magic Square #5,
Janine Antoni afirma que sua obra não tem significado em si mesma enquanto objeto ou ação. Para a artista, o que atribui sentido a seus trabalhos são as relações criadas durante os processos e os percursos, seja em suas performances, instalações ou esculturas. Em Swoon (1997), esta característica fica explícita. Na instalação composta por três ambientes, a entrada do espectador se dá por uma sala onde se vê o lado externo de uma parede cenográfica e se ouve uma forte respiração. Ao investigar o espaço, o espectador é jogado para o centro da cena, um ambiente teatral onde se encontra a projeção semicoberta de um casal de bailarinos em ação. Espelhos duplicam a cena e fazem incorporar a presença do visitante ao espetáculo. Por fim, atrás do último jogo de cortinas, revela-se o processo de construção da imagem no espaço, ao som da música de Tchaikovsky (1840-1893), do grand finale do famoso "O Lago dos Cisnes"(1875-1876). Na produção de Janine Antoni, o corpo está sempre presente: seja diretamente, através das performances; indicialmente, quando a artista utiliza-o como instrumento para construção da obra; ou indiretamente, quando os traços do corpo da artista desaparecem e a obra aciona o corpo do espectador. Em Swoon (1997), a relação entre os bailarinos, bem como aquela entre artista, espaço e público, mostra que sempre há algo mais prestes a ser descoberto e revelado.
Desvio para o vermelho I: Impregnação, II: Entorno III: Desvio,
Cildo Meireles
Desde o fim da década de 1960, Cildo Meireles tem se afirmado como voz única na arte contemporânea, construindo uma obra impregnada pela linguagem internacional da arte conceitual, mas que dialoga de maneira pessoal com o legado poético do neconcretismo brasileiro de Lygia Clark e Hélio Oiticica.
Seu trabalho pioneiro no campo da arte da instalação prima pela diversidade de suportes, técnicas e materiais, apontando quase sempre para questões mais amplas, de natureza política e social. Neste sentido, Desvio para o Vermelho é um de seus trabalhos mais complexos e ambiciosos – concebido em 1967, montado em diferentes versões desde 1984 e exibido em Inhotim em caráter permanente desde 2006. Formado por três ambientes articulados entre si, no primeiro deles (Impregnação) nos deparamos com uma exaustiva coleção monocromática de móveis, objetos e obras de arte em diferentes tons, reunidos “de maneira plausível mas improvável” por alguma idiossincrasia doméstica. Nos ambientes seguintes, Entorno e Desvio, têm lugar o que o artista chama de explicações anedóticas para o mesmo fenômeno da primeira sala, em que a cor satura a matéria, se transformando em matéria. Aberta a uma série de simbolismos e metáforas, desde a violência do sangue até conotações ideológicas, o que interessa ao artista nesta obra é oferecer uma seqüência de impactos sensoriais e psicológicos ao espectador: uma série de falsas lógicas que nos devolvem sempre a um mesmo ponto de partida.
Penetrável Magic Square #5,
Hélio Oiticica
Larry Clark
Considerado como um dos fotógrafos americanos mais importantes e influentes de sua geração, Larry Clarck é conhecido tanto por suas contenciosas fotografias tanto por seus filmes polêmicos que focam na sexualidade na adolescência, violência e uso de drogas. Clark estourou na consciência pública com o seu livro Tulsa em 1971, usando a fotografia para explorar questões sociais urgentes referentes a cultura jovem. Em particular, ele está interessado em investigar os perigos e a vulnerabilidade da masculinidade do adolescente, que muitas vezes ele explora do ponto de vista autobiográfico.
Nascido em Tulsa, Oklahoma, em 1943, Clark aprendeu fotografia cedo. Sua mãe era fotógrafa de bebes, e Clark foi inserido no negócio da família começando a fotografar aos treze anos. Na idade de dezesseis anos, Clark começou a usar drogas ingetáveis com seus amigos. Sempre armado com uma câmera, Clark produziu imagens incrivelmente íntimas e belas de seu círculo de drogas de
Em todas estas obras, Clark aborda um conjunto de temas relacionados com: problemas familiares, masculinidade e as raízes da violência, as ligações entre as imagens em massa e comportamentos sociais, e a construção da identidade na adolescência. Para abordar estas questões Clark usa frequentemente imagens de sexo explícito, bem como cenas de uso de drogas e violência ostensiva, o que é muitas vezes chocante para o público. Estas obras são ao mesmo tempo inimagináveis e inesquecíveis. O trabalho desafiador de Clark em fotografia e filme, que aborda temas tão socialmente relevantes como a violência entre adolescentes, a pornografia, a masculinidade, a censura, e a influência dos meios de comunicação, irá, esperamos, dar aos telespectadores a oportunidade de se engajar em um diálogo popular sobre estes temas polêmicos.
Muitos críticos o acusam de exploração sórdida das situações retratadas pelo simples valor de choque. Por outro lado, seu trabalho é aclamado por ter base sólida em uma realidade vivida por muitos jovens contemporâneos ocidentais e que é propositalmente ignorada pela ofensa que causa à decência e à moral social.

terça-feira, 13 de setembro de 2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Intervenção: Performance
Com intenção de explorarmos e entrarmos em contato mais intimante com o lugar escolhido para a intervenção em Bichinho foi proposto que fizéssemos uma performance previamente ensaiada com o grupo. Segue abaixo o registro em vídeo da performance.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Uma visita a Bichinho
Um nome simples e curioso para uma cidade com as mesmas características. É assim que me lembro do lugarejo de ruas estreitas e casas aconchegantes que conhecemos a uma semana atrás. Tão pequena e capaz de abrigar, ainda assim, tanta diversidade; sem dúvida um lugar muito rico para se estudar Arquitetura e Urbanismo. Com certeza cada um de nós saiu de Bichinho com uma visão totalmente diferente da de quando chegou., tanto em relação a própria arquitetura como em relação à lógica da cidade, às diferenças de interesses dos moradores e o modo como eles vivem e interpretam o que é "qualidade de vida". Seguem abaixo algumas fotografias de lugares marcantes da cidade e de outros que me chamaram atenção.
| Uma das casas mais antigas da cidade que hoje funciona como loja de artesanato |
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| Casa de adobe, método de construção antigo e mais comum na cidade |
| Construção mais antiga da cidade |
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| Lojinha de artesanato local |
Museu de Arte da Pampulha
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| Museu de Arte da Pampulha |
"Fiz este projeto em uma noite, não tive outra alternativa. Mas quando funcionava como cassino, cumpria bem suas finalidades, com seus mármores, suas colunas de aço inoxidável, e a burguesia a se exibir, elegante, pelas suas rampas."
Oscar Niemeyer
| Vista interna |
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