domingo, 18 de setembro de 2011

Larry Clark


Considerado como um dos fotógrafos americanos mais importantes e influentes de sua geração, Larry Clarck é conhecido tanto por suas contenciosas fotografias tanto por seus filmes polêmicos que focam na sexualidade na adolescência, violência e uso de drogas. Clark estourou na consciência pública com o seu livro Tulsa em 1971, usando a fotografia para explorar questões sociais urgentes referentes a cultura jovem. Em particular, ele está interessado em investigar os perigos e a vulnerabilidade da masculinidade do adolescente, que muitas vezes ele explora do ponto de vista autobiográfico. 


Nascido em Tulsa, Oklahoma, em 1943, Clark aprendeu fotografia cedo. Sua mãe era fotógrafa de bebes, e Clark foi inserido no negócio da família começando a fotografar aos treze anos. Na idade de dezesseis anos, Clark começou a usar drogas ingetáveis com seus amigos. Sempre armado com uma câmera, Clark produziu imagens incrivelmente íntimas e belas de seu círculo de drogas de 1963 a 1971. Estas imagens, mais tarde publicadas em Tulsa, traçam a trajetória de três jovens através do idealismo e do êxtase ao trauma e paranóia nas tardes desoladas do Centro-Oeste do Vietnã. Em trabalhos subseqüentes Clark continuou a explorar e gravar os desafios enfrentados pelos adolescentes do sexo masculino: o fotógrafo produziu o fotodocumentário Teenage Lust, em 1983, que inclui fotos de família e de garotos de programa nas ruas de Nova York. O trabalho, apesar de autobiográfico, utiliza terceiros para representar o autor. Em 1992, é lançado The Perfect Childhood, que aborda a identificação de jovens com a cultura midiática. Clark também retratou subculturas como a de surfistas e punk rockers. Entre 1992 e 1995, produziu o fotodocumentário Skaters, retratando os skatistas que frequentavam o Washington Park, em Nova York. Lá, conheceu Harmony Kline, que, a seu pedido, escreveu o roteiro do longa-metragem Kids (1995), dirigido por Clark. O fotógrafo tomara gosto por cinema ao dirigir um videoclipe (Solitary Man, com Chris Isaak), em 1993, e Kidsfoi o primeiro de diversos – e polêmicos – longas em seu currículo. O filme Ken Park (2002) chegou a ser proibido na Austrália devido a cenas de sexo explícito e violento entre jovens que aparentavam ser menores de idade, apesar dos atores terem maior idade.


Em todas estas obras, Clark aborda um conjunto de temas relacionados com: problemas familiares, masculinidade e as raízes da violência, as ligações entre as imagens em massa e comportamentos sociais, e a construção da identidade na adolescência. Para abordar estas questões Clark usa frequentemente imagens de sexo explícito, bem como cenas de uso de drogas e violência ostensiva, o que é muitas vezes chocante para o público. Estas obras são ao mesmo tempo inimagináveis ​​e inesquecíveis. O trabalho desafiador de Clark em fotografia e filme, que aborda temas tão socialmente relevantes como a violência entre adolescentes, a pornografia, a masculinidade, a censura, e a influência dos meios de comunicação, irá, esperamos, dar aos telespectadores a oportunidade de se engajar em um diálogo popular sobre estes temas polêmicos.
  

Muitos críticos o acusam de exploração sórdida das situações retratadas pelo simples valor de choque. Por outro lado, seu trabalho é aclamado por ter base sólida em uma realidade vivida por muitos jovens contemporâneos ocidentais e que é propositalmente ignorada pela ofensa que causa à decência e à moral social.






quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Intervenção: Performance

Com intenção de explorarmos e entrarmos em contato mais intimante com o lugar escolhido para a intervenção em Bichinho foi proposto que fizéssemos uma performance previamente ensaiada com o grupo. Segue abaixo o registro em vídeo da performance.


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Uma visita a Bichinho


 Um nome simples e curioso para uma cidade com as mesmas características. É assim que me lembro do lugarejo de ruas estreitas e casas aconchegantes que conhecemos a uma semana atrás. Tão pequena e capaz de abrigar, ainda assim, tanta diversidade; sem dúvida um lugar muito rico para se estudar Arquitetura e Urbanismo. Com certeza cada um de nós saiu de Bichinho com uma visão totalmente diferente da de quando chegou., tanto em relação a própria arquitetura como em relação à lógica da cidade, às diferenças de interesses dos moradores e o modo como eles vivem e interpretam o que é "qualidade de vida". Seguem abaixo algumas fotografias de lugares marcantes da cidade e de outros que me chamaram atenção.
Uma das casas mais antigas da cidade que hoje funciona como loja de artesanato
Casa de adobe,  método de construção antigo e mais comum na cidade


Construção mais antiga da cidade


Lojinha de artesanato local









Museu de Arte da Pampulha

Museu de Arte da Pampulha

"Fiz este projeto em uma noite, não tive outra alternativa. Mas quando funcionava como cassino, cumpria bem suas finalidades, com seus mármores, suas colunas de aço inoxidável, e a burguesia a se exibir, elegante, pelas suas rampas."
Oscar Niemeyer 





Vista interna

Vista Lateral
Obs: Os aparentes efeitos de luz e cor nos croquis são consequência do flash da câmera fotográfica

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Ocupando o espaço...

Parkuor


Parkuor

O Parkour, conhecido também por “Lê Parkuor”, sugiu na França em meados dos anos 80 e pode ser definido como a arte do deslocamento ou a arte de superar obstáculos, utilizando uma série de habilidades do corpo em conjunto para dominar o ambiente em sua totalidade. Os praticantes de Parkour vão de um lugar a outro utilizando somente os recursos que seu corpo oferece, fazendo uso de diversas técnicas como saltos, rolamentos, corridas e escaladas.


Deriva


Deriva, uma prática em que as pessoas vagam sem objetivo e sem destino pelas ruas.  A deriva é um procedimento de reconhecimento urbano em que se anda apressadamente pelas vias urbanas  deixando-se levar pelas exigências feitas pela própria paisagem.


Flaneur

Flanar é vagar pelas ruas não simplesmente caminhando, é andar observando tudo à volta, é reparar em detalhes que comumente não reparamos pelo simples fato de serem rotineiros.  Um Faneur valoriza as pequenas coisas, os pequenos detahes que para o cidadão comum passam despercebidos. Basicamente um Flaneur é uma pessoa que anda pela cidade com o objetivo de experimentá-la através de seus sentidos.


Flash mob

Em inglês, Flash Mob é a abreviação de “flash mobilization”, que significa mobilização rápida, relâmpago. Trata-se de uma aglomeração instantânea de pessoas em um local público para realizar uma ação previamente organizada. Para efeitos de impacto, a dispersão geralmente é feita com a mesma instantaneidade. Geralmente são organizadas via internet, atraves de emails ou redes sociais.